Entenda o que é esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que vitimou o ator Eric Dane

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Reprodução/TikTok

Doença neurodegenerativa sem cura afeta sistema nervoso e músculos.

O ator Eric Dane, conhecido por seu trabalho na televisão e no cinema, faleceu nesta quinta-feira (19) aos 53 anos de idade. A causa de sua morte foi atribuída à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que afeta progressivamente o sistema nervoso. O diagnóstico de ELA em Eric Dane traz à tona a gravidade e os desafios impostos por essa condição, que leva à paralisia motora irreversível e à perda gradual de funções vitais.

A Esclerose Lateral Amiotrófica é caracterizada por ser uma doença degenerativa e progressiva que atinge o sistema nervoso, resultando em paralisia motora irreversível. Pacientes diagnosticados com ELA enfrentam uma paralisia gradual que compromete severamente suas capacidades de falar, movimentar-se, engolir e até mesmo respirar. Essa perda de funções cruciais frequentemente culmina em morte precoce. Um dos portadores mais conhecidos mundialmente da ELA foi o físico britânico Stephen Hawking, que conviveu com a doença por 55 anos antes de falecer em 2018.

Atualmente, não existe cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. Em geral, o óbito ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico, embora cerca de 25% dos pacientes consigam sobreviver por mais de cinco anos, conforme dados do Ministério da Saúde. O termo ELA, segundo o mesmo órgão, deriva de ‘esclerose’, que significa endurecimento e cicatrização; ‘lateral’, referindo-se ao endurecimento da porção lateral da medula espinhal; e ‘amiotrófica’, que indica fraqueza resultante da redução do volume do tecido muscular, ou atrofia. A ELA é considerada uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado de condições como Parkinson e Alzheimer.

Na prática, a ELA avança à medida que os neurônios dos pacientes se desgastam ou morrem, impedindo-os de enviar mensagens eficazes aos músculos. Esse processo gera, a curto e médio prazo, o enfraquecimento muscular, contrações involuntárias e a incapacidade de mover braços, pernas e o corpo. A doença piora lentamente, e quando os músculos do peito são afetados, a respiração autônoma torna-se extremamente difícil. As causas exatas da ELA ainda são desconhecidas, mas a idade é o fator preditor mais significativo, com maior prevalência entre 55 e 75 anos. Cerca de 10% dos casos são atribuídos a um defeito genético, enquanto desequilíbrio químico no cérebro (altos níveis de glutamato), doenças autoimunes e mau uso de proteínas são apontados como outras possíveis causas. Entre os sintomas mais comuns estão a perda gradual de força e coordenação muscular, dificuldade em realizar tarefas rotineiras, problemas respiratórios e de deglutição, engasgos frequentes, babar, gagueira, cabeça caída, cãibras e contrações musculares, além de alterações na voz e perda de peso.

O diagnóstico da ELA é inicialmente realizado por meio de análise clínica e exame físico. Para confirmar a condição, são utilizados recursos como exames de sangue, testes respiratórios, tomografia ou ressonância magnética, eletromiografia, testes genéticos e punção lombar. Embora não haja cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica, o tratamento visa melhorar a qualidade de vida do paciente. Ele é feito com o uso de medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, entre outras abordagens terapêuticas. A ausência de uma cura ressalta a importância da pesquisa contínua e do suporte aos pacientes e suas famílias diante dos desafios impostos por esta complexa doença.

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